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Soluções superficiais não resolvem problemas financeiros e podem causar sérias consequências a médio/ longo prazo.
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A educação financeira é fundamental para uma gestão
financeira saudável. O constante surgimento de novos produtos, e o seu rápido
desenvolvimento, torna os serviços financeiros cada vez mais complexos. Os
consumidores devem estar dispostos a educar-se em termos financeiros para que
possam tomar decisões informadas. A educação financeira iniciada em idade
precoce permite, no futuro, olhar para as questões financeiras como uma parte
natural do seu estilo de vida.
A necessidade da educação do consumidor é cada vez
mais evidente a nível europeu. Uma série de acontecimentos, incluindo a
globalização, a criação do mercado único europeu, as novas tecnologias de informação,
combinadas com as mais sofisticadas estratégias de promoção de novos e
complexos produtos, impõe uma exigência significativa sobre os consumidores que
tentam fazer escolhas cuidadosas e racionais.
No domínio dos serviços financeiros, e
integrada nas atividades do dia-a-dia de todos os consumidores, são exigidas
competências e conhecimentos específicos aos consumidores para que possam lidar
com as tomadas de decisões quotidianas.
Por exemplo, as pensões estatais no futuro serão menos
capazes de proporcionar um bom padrão de vida, sendo a tendência para os
consumidores se tornarem responsáveis pela provisão da sua reforma. Estas
tendências vão continuar e os consumidores enfrentam o desafio da educação
financeira como uma experiência ao longo da vida, para que se possam tornar
eficientes na tomada de decisões racionais.
É óbvio que os jovens de hoje têm muito mais
responsabilidade financeira do que seus pais tiveram. No entanto, pesquisas
mostram que os jovens, consumidores inexperientes, são menos capazes de
compreender a natureza desta responsabilidade do que a geração que os antecede.
A experiência tem demonstrado que seria benéfico
iniciar o processo da educação financeira dos consumidores o mais cedo
possível. Por esta razão é essencial treinar os professores para que
proporcionem a educação financeira de uma forma natural a crianças em idade
escolar. Para alcançar este objetivo, a Comissão está a expandir o projeto
DOLCETA para a formação de professores no domínio dos serviços financeiros.
OBJETIVOS
Um consumidor educado e confiante é capaz de fazer
escolhas fundamentadas e informadas, como um indivíduo. Esse consumidor também
contribui direta e indiretamente para a vida económica e para a competitividade
das empresas, trazendo benefícios económicos a outros consumidores em termos de
preço, bem como uma maior escolha e qualidade.
As crianças precisam cada vez mais de entender como
funcionam as finanças e desenvolver bons hábitos desde muito cedo, para evitar
problemas mais tarde, sendo os adolescentes um grupo particularmente
vulnerável. Atividades transnacionais são importantes para os jovens que vivem
nas fronteiras entre países, mas com a internet a atividade transnacional
tornou-se mais comum e os jovens estão na frente nesta nova forma de consumo.
Para todos os consumidores, mas especialmente para
crianças e jovens, a informação não é suficiente – é demasiado passiva. É
necessário educação – uma participação ativa no processo de reflexão e
compromisso com pressões e interesses, que por vezes são conflituosos, entre os
interesses individuais e os da sociedade. Os tópicos financeiros devem ser
desmistificados para os consumidores jovens e a experiência de aprendizagem das
questões financeiras deve ser divertida.
Para atingir os objetivos acima mencionados, os
consumidores jovens precisam do conhecimento, da compreensão e das competências
para:
·
Serem capazes de identificar as suas
necessidades em relação a tópicos financeiros particulares – “Desejos e
necessidades”
·
Encontrarem informação apropriada e de confiança
– “Procura e descoberta”
·
Compreenderem o funcionamento das
finanças, serem capazes de encontrar informação, tomarem decisões informadas e
agirem de acordo com os objetivos a atingir da forma mais eficiente – “Analisar
e avaliar”
·
Serem capazes de comparar diferentes
ofertas – “Comparar”
·
Serem capazes de tomar uma decisão
informada e responsável – “Decidir”
·
Serem capazes de agir de forma eficaz em
relação a assuntos financeiros relacionados com as suas necessidades, e serem
capazes de realizar transações simples ou complexas – “Utilizar”
·
Serem capazes de prever as consequências
positivas e negativas de diferentes decisões e ações, em particular os riscos e
perigos que são frequentemente encontrados nas cláusulas contratuais (letras
miúdas dos contratos) – “Avaliar as consequências”
·
Todas estas competências requerem a
capacidade de levantar questões importantes e obter respostas. Os estudantes
não podem procurar e encontrar informação se não sabem que questões colocar
para obter as respostas que necessitam. A competência global, que é a chave
para todas as outras, pode ser a capacidade de formular e comunicar
questões relevantes e encontrar respostas adequadas.